
DIVINO SALVADOR
O culto ao Divino Salvador é uma devoção universal a Cristo por parte dos cristãos que n’Ele reconhecem o Salvador do mundo. É o orago/padroeiro de nossa igreja. No entanto pensa-se que nunca aqui se celebrou a sua festa. O que pode parecer estranho não o será tanto de nos lembrarmos que a igreja, servindo a paróquia, ser, no entanto, conventual. Assim sendo, se os Crúzios não dessem grande importância ao orago, em detrimento das “suas” devoções, a sua celebração teria caído no esquecimento total. A nossa representação do Divino Salvador não é igual aos outros em termos iconográficos e, mais ainda, em termos simbólicos. Se os outros estão associados à Transfiguração, aquele episódio do Novo Testamento no qual Jesus é transfigurado (ou metamorfoseado) e se torna radiante no alto de uma montanha, o nosso Divino Salvador aparece ligado à Ressurreição. Sendo a Ressurreição de Jesus o fundamento da fé cristã, mais estranho se torna que não se celebre o padroeiro. Ou talvez não, porque a festa cairia sobre as festividades pascais o que esvaziaria de importância essa celebração.
HISTÓRIA
A nossa Paróquia, organizada tal como a conhecemos hoje, só existe a partir da extinção do Mosteiro de Moreira. Até aí, toda a vida paroquial se desenrolava sob a égide dos monges Crúzios. Na fase final do Mosteiro enquanto casa religiosa, eram já padres seculares que se encarregavam do culto. A Igreja era da apresentação do Mosteiro e os seus párocos tinham o título de Cura. O primeiro cura de que há nota foi Paulo Moreira, natural de Vilar do Pinheiro, em 1675. Foi tio e tutor de D. João Moreira, bispo de Cabo Verde. Em 1758 responde ao questionário que conhecemos como “Memórias Paroquiais”, o cura António José de Pinho, onde refere que o cura era secular, e de apresentação anual dos abades do Mosteiro.
Depois da extinção, os párocos passaram a ser designados por Reitores. O primeiro reitor colado, isto é, efetivo, foi António da Silva e Sousa de Seabra (desde 1846 a 1888), natural de S. Mamede Infesta. Até aí os reitores eram encomendados, isto é, provisórios.
PÁROCOS EM MOREIRA
Brevemente disponível
Padre Augusto Silva
Nascido a 12 de outubro de 1971, em Paranhos, no Porto. Foi batizado a 16 de outubro de 1971, no Hospital de São João.
Foi ordenado Diácono a 8 de dezembro de 2000, na Sé do Porto e a Ordenação de Presbitério foi a 8 de julho de 2001.
Entre 2001 e 2014 foi pároco de São Vicente de Pereira, em Ovar. De 2001 a 2010 foi membro do Conselho Presbiteral. Assumiu a paróquia de S. João de Ovar entre 2006 e 2014, tendo sido Vigário da Vara da Vigararia de Ovar entre os anos 2008 e 2014.
Desde 2014 é Pároco de Moreira.
Foi ainda Administrador Paroquial de S. Gonçalo de Mosteiró, em Vila do Conde, entre 2014 e 2023.
É Vigário da Vigararia da Maia desde 2018.
Foi pároco In Solidum de S. Cosme e S. Damião, em Gemunde, na Maia, entre 2021 e 2024.
É Assistente Eclesiástico do Núcleo Litoral do CNE desde 2022. Entre 2022 e 2025 foi Diretor Espiritual do Seminário do Bom Pastor.
É ainda pároco de Folgosa e S. Pedro Fins, na Maia, desde 2023.


DIÁCONO JORGE GOMES
Nascido a 19 de julho de 1979, na cidade da Maia, foi batizado na paróquia de S. Miguel da Maia a 27 de julho de 1979.
Obteve a Licenciatura e Mestrado em Engenharia Química pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Trabalha nas áreas de Planeamento e Gestão desde 2002.
Chegou à Paróquia do Divino Salvador de Moreira com 11 anos de idade e integrou-se na vida paroquial participando em diversos movimentos e grupos, nomeadamente, grupo coral, comissão de festas, acólito, leitor, ministro extraordinária da comunhão, conselho económico, pastoral familiar, pastoral do batismo, etc.
No Centro de Cultura Católica fez o curso de Leitores e o curso básico de teologia.
Foi ordenado diácono permanente no dia 8 de dezembro de 2017 e nomeado colaborador do pároco do Divino Salvador de Moreira para o serviço pastoral na paróquia.
É casado e tem dois filhos.